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Blog EntryCansei dos protestos contra a CPMFAug 17, '07 10:11 AM
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Depois do Cansei, movimento da elite protestando contra os impostos altíssimos que eles sonegam e contra a corrupção que, segundo eles, existe no atual governo mas jamais existiu antes, agora a elite também quer o fim da CPMF.

A Fiesp, instituição parasitária que reúne os grandes empresários do país e tem por objetivo defender os interesses destes empresários (e não do povo) está realizando um abaixo-assinado para impedir que a CPMF seja prorrogada, alegando que o imposto foi criado com o objetivo de melhorar a saúde pública, porém nenhuma melhora ocorreu durante os onze anos de vigência da CPMF.

Agora eu pergunto a estes "çábios" empresários: algum de vocês já foi atendido pelo SUS? No ano retrasado tive o privilégio de debater a situação da saúde pública com pessoas que trabalham com políticas públicas neste área e eles me apresentaram o resultado de uma pesquisa de opinião muito interessante: desde o início do governo Lula, a maioria dos usuários do SUS têm considerado que a saúde pública no Brasil tem melhorado, enquanto que, entre os não-usuários do SUS, há a crença de que a saúde pública não melhorou ou até piorou.

Os serviços básicos do SUS ainda deixam muito a desejar, em muitos lugares o atendimento é demorado, faltam remédios, etc. Porém, é necessário lembrar que, aos poucos, a situação está, sim, melhorando, e não é da noite para o dia que o SUS, outrora sucateado, irá se transformar em referência em atendimento na área de saúde. Convém lembrar que o Brasil tem a maior campanha de vacinação do mundo, as maiores campanhas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis, uso de álcool, tabaco e drogas do mundo, e os serviços especializados do SUS são excelentes.

Voltando a falar da CPMF, é um instrumento poderoso no combate ao caixa dois das empresas, pois permite ao governo ter mais controle sobre as operações bancárias de pessoas físicas e jurídicas, ajudando também no combate à lavagem de dinheiro e na descoberta de esquemas de pagamento de propinas, entre outras atividades ilegais. Um exemplo interessante seria, através da CPMF, identificar rapidamente que um certo empresário ou algum laranja depositou dinheiro na conta de algum prefeito ou governador em troca de favorecimento em licitações.

Por fim, sabe-se que quem tem mais dinheiro efetua mais movimentaçõies bancárias e, conseqüentemente, paga mais CPMF, enquanto as pessoas mais pobres, que só usam banco para receber pagamento e pagar contas, pagam uma quantia pífia de CPMF. Portanto, a CPMF é um imposto justo, pois tira mais dinheiro de quem tem mais, e menos de quem tem menos, ao contrário do imposto que se paga ao comprar um pacote de bolachas, que onera da mesma forma todas as classes sociais. Se o problema é reduzir a arrecadação do governo em R$ 37 bilhões ao ano, façamos isso reduzindo outro imposto, já que, dessa forma, beneficiaríamos as classes sociais que realmente precisam de cada centavo que possam poupar.

Em tempo: é importante lembrar que a elite que reclama da corrupção e da CPMF é a mesma que financia as campanhas dos corruptos, manipula a opinião pública através dos meios de comunicação, sonega impostos e elege governantes para defender seus interesses. Historicamente, sempre que o Brasil teve um governo que efetivamente tratou todos os brasileiros como iguais, equilibrando a balança da justiça, a elite se levantou contra o governo, usando todo seu poder político para tentar derrubá-lo. Da última vez que isto aconteceu, foi logo antes do Golpe de 64. Agora, que essa elite não está conseguindo derrubar o governo, faz discursos inflamados defendendo ideologias fascistas e extremamente preconceituosas, como a de Eliana Castanhêde, que diz que Lula foi reeleito pelas "pessoas simples", pois as pessoas complicadas e bem informadas sabem que Lula não presta, apesar de ter recebido um país em crise e agora termos uma realidade bem diferente, com o PIB crescendo, exportações aumentando, portos operando no limite, empregos sendo gerados e a renda per capita do brasileiro aumentando.

Recentemente fiquei chocado ao ler um artigo de Arnaldo Jabor dizendo que "brasileiro é burro" e dizendo para os "brasileiros inteligentes" não desanimarem porque um dia este governo cairá e as "pessoas de bem reassumirão o poder". Quem são essas "pessoas de bem" a quem Jabor se refere? Um novo Médici e velhos caciques da nossa política que sempre se aproveitaram do povo? Os políticos que restaram da ARENA e atualmente estão no DEM?

Pior do que isso, só entrar no site extremamente democrático do Cansei (onde ninguém pode postar suas opiniões) e ler declarações de grandes intelectuais brasileiros, como Ivete Sangalo e Ana Maria Braga, apoiando este movimento.

Eu também cansei: cansei de gente hipócrita. Cansei de uma elite que suga o sangue do trabalhador brasileiro e põe a culpa no governo. Cansei dos cartéis das empresas da Fiesp, que aumentam suas margens de lucro e impedem a livre concorrência de mercado. Cansei de ver uma elite dizer que se envergonha do Brasil sem fazer nada para melhorá-lo. Cansei de ouvir a mídia culpar o Lula pelos acidentes aéreos da TAM e da Gol. Cansei da sonegação de impostos. Cansei de quem só se mobiliza para defender interesses de quem sempre mandou no Brasil. Cansei de ver nosso país sendo vendido a preço de banana. Cansei de ser chamado de ignorante por ter votado no Lula. E só para esclarecer a Arnaldo Jabor: não votei no Lula por ter pena de um desempregado, mas porque o considero melhor do que qualquer tucano para governar nosso país.


Blog EntryNew Deal à brasileiraJan 28, '07 12:47 PM
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         Parece-me ser típico da cultura brasileira importar experiências que deram bons resultados em outros países. Isso é bom, mas cada povo tem suas peculiaridades e necessidades específicas, por isso adaptações precisam ser feitas. É exatamente neste ponto que o PAC se mostra como um grande avanço em relação a pacotes econômicos adotados anteriormente.

         Os portugueses colonizaram o Brasil com o objetivo de explorar nossas riquezas. Como éramos apenas uma grande fábrica de açúcar e minérios, tudo o mais, inclusive os colonizadores e escravos, vinham do exterior, trazendo consigo tudo o que a colônia precisava, até as idéias. Nos acostumamos a importar não só bens materiais, mas também modelos. Deste modo, as escolas fundadas pelos jesuítas seguiam um modelo de educação europeu, os médicos e advogados vinham da Europa, até mesmo o império de D. Pedro I era uma vã tentativa de copiar um sistema de governo comum no velho mundo.

         O tempo passou e importamos a república. Nosso governo, desde então, sempre tentou importar modelos econômicos dos “çábios” economistas de Nova Iorque. Desta forma, ignoramos os problemas específicos tupiniquins e vimos nossa economia à deriva em um mar de dificuldades. Foi um grande erro. Os EUA, desde aquela época, já eram um país pronto. O Brasil ainda é um país em construção e necessita de muitos investimentos em infra-estrutura.

         É exatamente aí que entra o PAC, o novo plano do governo brasileiro que certamente corrigirá esta distorção. Importando modelos econômicos de países desenvolvidos, conseguimos criar um grande mercado consumidor, mas como não havia infra-estrutura, o jeito foi abrir nossas portas para o capital estrangeiro. Desse modo voltamos ao velho pacto colonial: vendemos matérias-primas para comprar o produto final.

         Através do PAC, o governo se compromete a investir em infra-estrutura. Essa garantia de infra-estrutura incentiva o investimento, pelo setor privado, em produção, gerando um crescimento sustentável por décadas: é a economia brasileira sendo pensada a longo prazo. Uma grande vantagem deste modelo é que o governo pode ter maior controle do crescimento econômico da nação, evitando que o PIB cresça muito mais do que os investimentos ou vice-versa.

         Getúlio Vargas se inspirou no New Deal de Roosevelt para industrializar nosso país. Deu tão certo que após um crescimento gigantesco nossa economia se estagnou. Foi então que JK assumiu a presidência e conseguiu superar a crise liberalizando nossa economia. Novamente nosso PIB cresceu rápido demais e se estagnou. Com o PAC, há um equilíbrio entre investimentos e crescimento. É exatamente este equilíbrio que possibilitará um crescimento duradouro.

         O PAC, em alguns aspectos, lembra o New Deal, mas é essencialmente adequado à realidade brasileira. Parece que finalmente aprendemos a adaptar experiências estrangeiras de sucesso à nossa realidade.


LinkPortal Domínio PúblicoJan 26, '07 1:56 PM
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Link: http://www.dominiopublico.gov.br

Biblioteca digital mantida pelo governo brasileiro, onde imagens, sons, textos e vídeos em diversos idiomas são disponibilizados gratuitamente para download.

Digitala biblioteko de la Brazila gubernio, kiel oni povas elŝuti imagojn, sonorojn, tekstojn, kaj videojn in multajn lingvojn, inkluzive en esperanto. Tute senpagi!

LinkBlog do MinoJan 25, '07 11:23 AM
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Link: http://z001.ig.com.br/ig/61/51/937843/blig/blogdomino/

Página de Mino Carta, com alguns artigos interessantes.

LinkLuis Nassif - EconomiaJan 25, '07 8:03 AM
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Link: http://luisnassifeconomia.blig.ig.com.br/

Blog do economista Luis Nassif, com bons textos sobre economia.

LinkConversa AfiadaJan 25, '07 7:44 AM
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Link: http://conversa-afiada.ig.com.br/

Excelente portal de notícias e opiniões do renomado jornalista Paulo Henrique Amorim, com análises críticas do que acontece no Brasil.

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