Blog EntryQuando a bandeira brasileira ficar marromFeb 2, '07 10:27 AM
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No início do ano, como todos sabem, o governo federal apoiava a reeleição de Aldo Rebelo à presidência da Câmara. O outro candidato era o petista Arlindo Chinaglia. Parecia, à primeira vista, esquisito o apoio governista ao adversário de um candidato do mesmo partido, porém, é necessário lembrar que o PT precisa de apoio de outros partidos para poder governar e, sob esta ótica, faz sentido que o partido queira abrir mão da presidência da Casa, evitando uma concentração desnecessária de cargos importantes que comprometeriam a base aliada.
Foi nisso que os tucanos pensaram ao decidir apoiar Chinaglia, uma jogada de mestre que só não deu certo porque nossa mídia, bem como o próprio povo, não foi capaz de aceitar o fato do partido que representa a oposição a Lula estar apoiando um petista. Com isso, criou-se a necessidade do PSDB lançar candidato próprio somente para fazer cena.
Precisamos acabar com essa mentalidade idiota de oposição por oposição somente. Os políticos brasileiros precisam aprender a trabalhar unidos em um grande projeto de nação, a exemplo de outros países. Quando Lula assumiu o governo, decidiu manter alguns projetos do governo anterior que estavam dando bons resultados e a mídia o acusou de ser incapaz de propor outros programas e por isso se limitava a copiar FHC. Só mentes extremamente mesquinhas poderiam soltar tamanha verborragia fecal. O fato é que a maneira infantil de fazer oposição birrenta só tem contribuído para atrapalhar o desenvolvimento de nosso país. É graças a esta ideologia de que o governo precisar mudar tudo e a oposição precisa atrapalhar o governo a qualquer custo que nossa economia vive mudando de rumo e nosso país nunca é pensado para um futuro distante, mas somente para um mandato de quatro anos. O sonho de qualquer político brasileiro é fazer o Brasil crescer, digamos, 40 anos em 4, para o presidente entrar para a história como o novo JK, enquanto seu sucessor paga a conta da brincadeira.
A decisão inédita do PSDB de apoiar um petista, embora tenha sido tomada com objetivo e atrapalhar o PT, teve o mérito de nos mostrar um jeito novo de fazer política. A nossa imprensa marrom, controlada por meia dúzia de sanguessugas que vivem às custas da miséria do nosso povo, aproveitou para fazer propaganda contra o novo modo de fazer política. Se houver cooperação, o país progride e o poder dos coronéis da mídia diminui, já enquanto nossos governantes brigam, o país sofre.
Chinaglia venceu, afinal.


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